segunda-feira, 24 de novembro de 2025

O bom filho à casa torna

 Olás!

Sei que toda vez apareço aqui a dizer a mesma coisa: que já faz muito tempo que não escrevo e que pretendo voltar, desta vez com maior frequência. Mas desta vez falo sério!
2025 foi um ano e tanto, e tive a oportunidade de refletir sobre uma série de questões, sejam elas relacionadas à minha vida, sejam elas relacionadas a fatos do cotidiano e eventos transcorridos, e após tudo isso sinto um grau de confiança em relação aquilo que espero de mim e do futuro que já há muito não sentia.
Isto posto, acredito ser importante pontuar porque escrevo e a razão de meu retorno:
• a função da literatura é salvar do esquecimento. Verba volant sed scripta manent. Na literatura eu me encontro e me salvo; nestes escritos, me salvo para a posteridade, não porque me julgo caráter excepcional ou mesmo figura notável, mas pelo simples prazer de escrever e deitar palavras ao papel (ou ao docx). Considere uma invenção ou desvelação de si mesmo. Aqui, dentre os muitos eus, talvez figure a versão mais genuína.
• Questões de exercício. A máquina que fica abandonada por muito tempo tende a parar em definitivo. Assim mesmo funciona o nosso ânimo literário. Com que furor, com que capacidade eu irei escrever qualquer coisa de qualidade quando necessário se em meu cotidiano nem mesmo tenciono empregar um vocabulário mais diversificado? Pense nisto, leitor, nas próximas vezes em que optar passar horas a fio consumindo conteúdo digital supérfluo; só mantenha em mente que não digo isso de uma posição de julgamento, mas sim de alguém que se preocupa intensamente com as reais capacidades de interpretação e escrita de toda uma lá geração.


Trago também em meu ânimo um fogo literário revigorado após um semestre de estudos dedicados a um de nossos pricipais mestres nacionais do ofício literário: Machado de Assis. Não estranhe então o leitor alguns elementos e procedimentos emprestados; se faço isso, faço de uma posição de admiração, e não de cópia - e ainda que o fosse, quem é capaz de fazer qualquer coisa, em qualquer área, sem basear-se naquilo que foi feito anteriormente? O bloco do conhecimento da humanidade é inteiriço e compartilhado por todos, sem distinção.
No mais, diria que isto é tudo. Jamais irá deixar de me impressionar o caráter revigorante que reside no simples ato de externalizar algumas palavras. Recomendo, leitor.

Dr. Semana

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